terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Comprar,comprar,comprar...credo!


Por que será que temos essa louca vontade de comprar as coisas? De querer sempre o novo e o mais moderno? De ter aquilo sem mesmo precisar? Você já parou para pensar quantas coisas já comprou sem necessidade? Ontem mesmo fui dar uma volta e comprei um brinco, mais um tic-tac com uma florzinha e mais um grampo com strass. Eu não precisava disso tudo. Tenho uns 30 pares de brincos em casa, mas eu ainda queria mais esse. Mas era tudo tão lindo!! Como resistir? Sempre que paro e penso nisso, lembro-me de uma dinâmica de grupo que fiz com um grupo de estudantes de História,iniciantes no curso.Pedia-se para que desenvolvessem uma estratégia de marketing para a divulgação de um novo produto e outra para retomar as vendas de um produto antigo. Para isso, deveriam desenvolver um texto sobre o Instituto Akatu, uma ONG que preza pelo consumo consciente.
Afinal, o que é consumir com consciência? Segundo eles, "O mais comum é as pessoas associarem consumo a compras. A compra é apenas uma etapa do consumo. Antes dela, temos que decidir o que consumir, por que consumir, como consumir e de quem consumir. Depois de refletir a respeito desses pontos é que partimos para a compra. E após a compra, existe o uso e o descarte do que foi adquirido". Consumir com consciência é levar em conta os impactos provocados pelo consumo. Por exemplo, "o consumidor pode, por meio de suas escolhas, buscar maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos dos seus atos de consumo, e desta forma contribuir com seu poder de consumo para construir um mundo melhor".
Nada melhor do que viver de simplicidade. Ser simples nos leva a consumir com consciência e a valorizar o essencial, o que não quer dizer que seja uma vida chata. Os pequenos prazeres é que tornam a vida especial. Como diria a atriz da peça "Os homens são de Marte e é pra lá que eu vou...", vamos praticar a arte do desapego!! Pra ela não deu muito certo... Também não sei se pra mim daria, mas não custa nada tentar.

Um comentário:

Anônimo disse...

Consumo consciente é um conceito importante, mas ele dá um trabalho! Ele demanda informação, mas não só isso. Como tu disseste, demanda também desapego, talvez do nosso narcismo, para adentrarmos um estado de "enamoramento" pela Terra. Não só os astronautas, que tem a oportunidade rara de idolatrar a Terra lá do alto, devem ter esta experiência, nós aqui embaixo também. Se conseguirmos avançar nisso (ter paixão pela Terra), ficará mais fácil amar tudo que tem dentro dela, incluindo o vizinho(a) aí do lado. Isso aplacará nossa ansiedade que pode ser a mola propulsora de tantas compulsões como a pelo consumo. Acho até que nascemos essencialmente pra aprender isso. Bah, fui longe, ufa!

Juliano

P.s. valeu pela iniciativa de pôr esse assunto, consumismo, em pauta.